Barcelona e Madrid em sete dias: um plano de 7 dias basta?
Sete dias divididos entre as duas cidades cabem exatamente em um plano de 7 dias — no papel. Na prática, quase sempre falta um dia: o plano começa a contar quando o celular se conecta à rede no destino, e termina 7 dias depois, na mesma hora. Quem ativa às 23h de uma terça perde a tarde da terça seguinte.
A regra que evita o problema é comprar a duração em dias de viagem mais um. Para sete dias de roteiro, quinze é exagero; para oito ou nove dias, o quinzenal passa a ser mais barato que dois planos somados.
Andorra no meio do roteiro não está coberta pelo plano da Espanha
Muita gente inclui uma passagem de um dia a Andorra, que fica entre a Espanha e a França. O detalhe que pega: Andorra não faz parte da União Europeia e não entra no acordo de roaming europeu. Um plano nacional espanhol normalmente não cobre o principado, e o celular simplesmente para de ter dados ao cruzar a fronteira.
Se a passagem por Andorra está no roteiro, o plano precisa ser regional — os que cobrem vários países incluem o principado. Se você descobrir isso já dentro de Andorra, sem sinal, a solução é comprar Wi-Fi no café ou esperar a volta.
Movistar ou Orange: onde o sinal muda em Madrid
No centro de Madrid e de Barcelona, Movistar, Orange e Vodafone fazem o mesmo. O que separa as três é o metrô — a cobertura muda de estação para estação — e as saídas de um dia, quando o roteiro vai para Toledo, Segóvia ou para o Caminho de Santiago.
No caminho para o norte, o trecho rural é onde a operadora escolhida importa. Quem faz o Caminho a pé precisa levar um mapa que funcione nos dias sem sinal.
O GB espanhol é o mesmo que você compra em qualquer lugar
Um plano de dados é medido em GB e em dias, e as duas coisas são verificáveis antes da compra. O que muda entre operadoras e entre lojas é o que vem junto: número local, chamadas, hotspot liberado ou bloqueado, e o que acontece quando o dado acaba.
Para uma viagem de turismo, esses extras raramente valem o preço. Para quem vai ficar semanas ou precisa de número espanhol — para banco, aluguel ou trabalho —, o cálculo muda e vale comparar com o chip local vendido em loja.