Tóquio, Osaka e Quioto no mesmo roteiro: a conta de dados de dez dias
O roteiro mais comum no Japão soma três cidades em dez dias, com trechos de Shinkansen no meio. Nesse perfil o consumo fica entre 5 e 8 GB: mapa aberto o tempo todo, tradução de cardápio, horário de trem consultado várias vezes por dia e vídeo curto à noite no hotel.
O que pesa não é o mapa, é a tradução por foto e o vídeo. Se o celular é a sua câmera principal e você sobe tudo para a nuvem no fim do dia, o plano ilimitado economiza decisões. Se o backup fica para quando você chegar ao Brasil, 10 GB resolvem com sobra.
A primeira hora em Narita: quatro ajustes antes de sair do aeroporto
O eSIM já vem instalado. Falta dizer ao telefone para usá-lo. Ative a linha do eSIM, marque como padrão de dados, corte o roaming da linha do Brasil e confirme que a seleção de operadora está em automático. O Japão trabalha com NTT Docomo, SoftBank e KDDI, e o aparelho escolhe sozinho qual está mais forte no saguão.
Depois disso, dois testes rápidos: abrir o mapa e ver se a sua posição aparece, e mandar uma mensagem para casa. Se o mapa abre e a mensagem sai, está tudo certo. Se o mapa abre e nada mais carrega, o problema é o aplicativo, não o plano.
O celular brasileiro funciona no Japão sem a certificação local
O Japão exige que equipamentos de rádio tenham certificação técnica emitida no país. Um celular comprado no Brasil não tem essa marca. Na prática, visitantes usam o próprio aparelho sem consequência — a exigência é dirigida a quem coloca o equipamento no mercado japonês, não a quem chega com o telefone no bolso.
Vale conhecer o assunto para não se assustar ao encontrar o aviso em algum fórum, e não vale mudar de plano por causa dele. O que realmente impede o uso é outro: aparelho sem suporte a eSIM, ou bloqueado pela operadora de origem.
Sem número japonês, o que atrapalha de verdade
Reservar mesa em restaurante pequeno, ligar para uma pousada tradicional e confirmar horário de transfer continuam dependendo de telefone. Aplicativos de reserva resolvem boa parte, e a recepção do hotel resolve o resto. O que não depende de número é o transporte: o cartão de transporte no celular funciona por aproximação, sem linha telefônica associada.
A linha brasileira deve continuar ligada, sem dados, só para SMS. O código do banco chega por ela, não pelo eSIM.