Lisboa, Porto e Algarve em doze dias: 8 GB dão conta?
Doze dias entre as três regiões é o roteiro português mais comum, e ele consome mais dados do que o viajante espera — não pela cidade, mas pelo deslocamento. Lisboa e Porto têm Wi-Fi em quase tudo; o Algarve e o interior do Douro, nem tanto.
Para esse perfil, 8 a 10 GB resolvem. Quem aluga carro e usa o mapa o dia inteiro deve contar com 1 GB por dia de estrada, porque o aplicativo baixa tráfego e recalcula rota continuamente. Baixar o mapa da região antes de sair corta esse consumo pela metade.
Sintra no mesmo dia: o sinal cai no meio da serra
Sintra é o passeio de um dia mais popular a partir de Lisboa, e é também onde o sinal falha com mais frequência nas imediações dos palácios, no meio da vegetação. O mesmo vale para trechos do Vale do Douro, onde a estrada sai do eixo coberto.
A providência é banal e resolve: comprar o ingresso de trem e o do palácio antes de sair de Lisboa, salvar o comprovante no celular e baixar o mapa da serra para consulta sem rede. O eSIM continua útil no caminho e na volta; no meio do parque, pode não estar.
MEO, NOS e Vodafone: o que muda no Algarve e no interior
Nas duas maiores cidades, as três redes se equivalem. No Algarve a cobertura é boa nas praias urbanas e cai nas enseadas entre falésias. No interior — Alentejo, Douro, Serra da Estrela — a MEO e a Vodafone mantêm cobertura onde a NOS às vezes não chega.
Se o roteiro é Lisboa, Porto e Algarve de carro, escolha por cobertura, não por preço. A diferença de poucos dólares no plano não compensa um dia inteiro sem mapa no meio do Alentejo.
Portugal e Espanha na mesma viagem: dois planos ou um regional?
Quem faz Lisboa, Sevilla e Madrid no mesmo roteiro tem uma decisão a tomar: um plano regional que cobre os dois países ou dois planos nacionais. O regional sai mais barato e evita a instalação de um segundo perfil no meio da viagem, mas exige conferir se os dois países estão na lista de cobertura antes de comprar.
Já a linha brasileira deve continuar ativa, sem dados, apenas para receber SMS do banco. Em roaming, ela cobra caro por qualquer tráfego — e é justamente o tráfego que o eSIM está lá para fornecer.