Lima e Cusco em oito dias: o trecho que consome mais dados
Oito dias entre Lima e Cusco, no Peru, consomem mais do que a média sul-americana, e a razão não é a cidade: é o deslocamento para o Vale Sagrado, feito em trechos longos com o mapa aberto e sinal instável. O telefone procura rede sem parar, gasta bateria e, quando encontra, atualiza tudo de uma vez.
Para esse roteiro, 6 a 8 GB são confortáveis. Quem inclui vídeo diário ou compartilha internet com outra pessoa deve subir para o ilimitado — não pelo volume em si, mas para não pensar em consumo durante o trajeto.
Claro e Movistar nas cidades; Entel no sul
Em Lima, Claro e Movistar não se distinguem. Em Cusco e no sul do país, a Entel segura sinal em trechos onde as concorrentes oscilam, e isso fica mais visível na estrada do que na cidade.
Para o circuito Lima-Cusco, todas atendem. Para quem desce até Arequipa ou atravessa para o altiplano, o nome da operadora vira o primeiro filtro da compra.
Machu Picchu tem menos sinal do que o Vale Sagrado
No Vale Sagrado a cobertura existe em boa parte das vilas, com falhas em trechos de vale fechado. Subindo para Machu Picchu, o sinal vai rareando: a cidade de acesso tem cobertura limitada e o sítio arqueológico, praticamente nenhuma.
Isso significa que o ingresso, o trem de volta e o horário do ônibus precisam estar salvos no celular antes de subir. Não confie em abrir o e-mail no topo da montanha — e avise em casa que você vai passar algumas horas offline, para não gerar preocupação desnecessária.
Quando o plano acaba no meio da viagem, o caminho é um plano novo
eSIM de viagem normalmente não permite recarga: quando os dados terminam, o caminho é comprar um plano adicional e instalar um segundo perfil. Isso funciona, mas exige um QR novo, e o QR só pode ser lido uma vez.
A consequência prática é dimensionar para cima antes de embarcar. Comprar 5 GB a mais no início custa menos que resolver a falta de dados em Cusco, onde a conexão para receber o novo QR é justamente o que está faltando.